Quando em 1809, o território do Rio Grande de São Pedro do Sul foi dividido em quatro municípios, a área da atual Rosário do Sul passou a pertencer ao atual município de Rio Pardo, de acordo com o Alvará de 27 de abril daquele ano. Mais tarde, por volta de 1819, passou a pertencer ao atual município de Cachoeira do Sul, face ao alvará de 26 de abril do mesmo ano. E, quando Alegrete foi criada em 25 de outubro de 1831 e São Gabriel em 4 de abril de 1846, sua área foi sendo desmembrada para formar os dois municípios.
Foi em 1815 que a região começou a tomar vida com a instalação de barqueiros e canoeiros que cruzavam o caudaloso Rio Santa Maria no Passo do Rosário.em 1856 já se podia notar um freqüente comércio em que tomavam parte comerciantes nativos e moradores.
Desde 6 de agosto de 1814 quando a Carta de Concessão da Sesmaria do Passo do Rosário foi dada a José Machado de Souza pela Capitania de São Pedro, em nome do Príncipe Regente, a área começou a ter vida, pois os caminhos foram abertos e o comercio de madeira teve início com muitos indígenas e comerciantes que por ali passavam fincando raízes, constituindo famílias e permanecendo na povoação que se formava.
Em janeiro de 1862 instalaram-se os primeiros moradores da povoação. Antes, a 15 de dezembro de 1859, a Assembléia Provincial criou a Freguesia do Passo do Rosário que, por influencia de algumas pessoas, foi transferida para o Passo do Saicã onde chego a ser construída uma capela sob a invocação de São Pedro. Porém, em 1867, pela Lei Provincial número 1.020, Rosário do Sul foi emancipado reunindo áreas q tinham sido encapadas por Alegrete e São Gabriel formando uma superfície de 4.855 quilômetros quadrados. Nesta data, a Freguesia foi elevada a categoria de vila, com áreas e divisas estabelecidas nos Artigos 2º e 4º da Lei Emancipadora. A incorporação da primeira Câmera Municipal e cujo pleito, realizado em 15 de dezembro de 1876, elegeu seis vereadores e treze suplentes.
Em 1º de janeiro de 1939, por força do Decreto-Lei Nacional nº 311, de 2 de março de 1938, Rosário do Sul foi elevado à categoria de cidade.

Batalha do Passo do Rosário:
No território de Rosário do Sul travou-se a célebre batalha do Passo do Rosário. Ela teve inicio ao amanhecer do dia 20 de fevereiro de 1827, estando a vanguarda das forças brasileiras constituídas pelos guerrilheiros do Barão do Cerro Largo junto às margens do Imbaé ou Ituzaingó, afluente do Rio Santa Maria e com as tropas da 1ª Divisão de Infantaria sob o comando do Brigadeiro Sebastião Barreto Pereira Pinto.
O General-Brigadeiro D. Carlos Maria de Alvear, comandante das tropas argentinas, dispôs suas forças de maneira tal que obrigou o Marquês de Barbacena, comandante das tropas aceitar a batalha numa situação defensiva.
Os brasileiros contavam com 6.230 soldados e 12 peças de artilharia num total de 6.630 combatentes incluindo os 400 donas e comércios serviços, escoltas e outros empregados. Estas forças deveriam enfrentar um inimigo com um efetivo superior. Os imperiais desdobravam-se em dois núcleos: na direita, 1ª Divisão, comandada pelo Marechal-de-Campo Gustavo Henrique Brown, com 2.710 homens; na esquerda, pela 2ª Divisão, sob o comando do Brigadeiro João Crisóstomo Calado, com 2.150 soldados. Entre ambas as divisões colocou-se a artilharia com 12 peças ao comando do Coronel Tomé Joaquim Fernandes Madeira, entre cujos subordinados se encontrava Emílio Luiz Mallet, que brilhou nesta batalha, tornando-se mais tarde o “Patrono da Artilharia” de nosso Exército.
Neste célebre combate, morreu o Marechal-de-campo José de Abreu, Barão do Cerro Largo, comandante de um contingente de cerca de 560 voluntários paisanos montados que vieram cooperar na luta contra os platinos, elevando-se assim, o efetivo do Exército do Sul. José de Abreu, Barão do Cerro Largo, com seus voluntários tentou em vão fazer frente a Lavalleja, pois atacando de franco, não conseguiu conter seus comandados. O herói riograndense foi atirado de roldão sobre o quadrado da infantaria de Calado. Vendo o perigo iminente em que se achavam seus homens, não hesitou em mandar fogo sobre amigos e inimigos que se aproximavam no entrevero.
Os argentinos foram repelidos, mas haviam tombado, por balas brasileiras, José de Abreu e muitos outros soldados. A situação começava a tornar-se crítica para as forças imperiais, esperando-se a todo momento, como medida salvadora, a intervenção da Brigada de Bento Manuel Ribeiro,cuja participação na batalha poderia decidir vitoriosamente para nossas bandeiras. Este comandante, com seus 1.300 homens, não quis ou não pode tomar parte no combate que se travava.
O Marquês de Barbacena, a essa altura da luta, já tinha posto em ação todas as forças e após quase seis horas de fogo,sob um calor abrasador e a fumaça do campo que queimava, lutavam bravamente. Pelas 14 horas o comandante das forças brasileiras ordenou a retirada de todo o Exército, a qual foi feita com ordem e sem atropylos.
Esta batalha teve inicialmente o nome de Ituzaingô e, os mesmos relatórios oficiais do Marquês de Barbacena chamavam-na com a denominação. Somente tempos depois foi que no Brasil, começaram a denominá-la de Passo do Rosário. Quem saiu vitoriosa desta batalha foi inegavelmente a pátria de José Gervásio Artigas, que obteve sua independência, sem a ameaça dominadora da Argentina,tornando-se uma das nações mais amigas do Brasil.

Revoluções:
Na Revolução Farroupilha, o município presenciou encontros sangrentos entre tropas revolucionárias e imperiais. Foi em Rosário do Sul que surgiu o primeiro grito para a paz entre os brasileiros do Sul e os representantes de Sua Alteza Imperial. Grito que encontrou eco na Paz de Ponche Verde, a 27 de fevereiro de 1845, quando os chefes farroupilhas e o Duque de Caxias selaram o término da convulsão interna.
Rosário do Sul, porém, veria as revoluções de 1893 e 1923. Na primeira teve seu território invadido por Bento Xavier, coronel revolucionário, que foi repelido pela guarnição que o defendia.
Na Revolução de 23, Honório Lemes, transformou-se num dos mais famosos caudilhos, reconhecido em todo o Brasil como o “Leão do Caverá”, o “Tropeiro da Liberdade”.